A Casa

A Casa do Patrimônio da Paraíba é um projeto da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba, com vistas ao desenvolvimento de ações de Educação Patrimonial e comunicação com o público. Ela surgiu no ano de 2009 a partir de uma parceria com  a Coordenadoria do Patrimônio Cultural (Copac) da Prefeitura Municipal de João Pessoa. O Programa “João Pessoa Minha Cidade” foi o precursor dessa parceira, que ampliou suas atividades no seu caminhar e agregou, numa perspectiva de rede de cooperação, outros setores e instituições ligados à cultura e à educação. Entre as principais instituições parceiras podemos citar a Universidade Federal da Paraíba e Secretarias de Educação e da Cultura de municípios paraibanos.

O objetivo da Casa do Patrimônio da Paraíba é colocar em prática um plano estratégico de Educação Patrimonial no Estado, nos processos educativos formais e não formais. Baseia-se no pressuposto de que as ações educativas são efetivas na medida em que são permanentes, sistemáticas, significativas, transformadoras e transversais. Suas ações primam pela construção coletiva do conhecimento, por meio do diálogo entre os agentes culturais e sociais, e pela participação efetiva das comunidades detentoras e produtoras das referências culturais onde convivem as diversas noções de patrimônio cultural. Com isso, busca-se fortalecer o sentimento de pertencimento e a apropriação do patrimônio cultural, potencializando elos entre os bens culturais, memória, identidade e cidadania.

Para atingir seu objetivo e em conformidade com o disposto na Carta de Nova Olinda (2009), a casa tem buscado:

  • Valorizar ações educativas que promovam a interface entre patrimônio cultural e meio-ambiente;
  • Trabalhar na identificação de atores sociais locais responsáveis por ações educativas efetivas;
  • Promover a valorização das comunidades, permitindo a construção dialógica e participativa de auto-retratos na forma de registros documentais e artísticos de suas próprias tradições, histórias e manifestações culturais;
  • Estimular a participação das comunidades nas discussões e propostas de redefinição do uso social dos bens culturais;
  • Promover oficinas para educadores da rede pública focalizadas na interface Patrimônio e Educação, com a finalidade de que venham a atuar como multiplicadores desse novo enfoque; e
  • Garantir um espaço de trocas de experiências entre as iniciativas de Educação Patrimonial no âmbito local.