Memórias Ribeirinhas – Porto do Capim

O projeto “Memórias Ribeirnhas – Porto do Capim” tem como objetivo realizar um registro sobre a Comunidade do Porto do Capim, localizada às margens do Rio Sanhauá. A finalidade é a produção de material sobre a cultura, história e memória da comunidade, com a participação ativa dos próprios moradores.

Os registros iniciais foram feitos com os moradores mais antigos, que conhecem bem a história da comunidade e como ela se formou há mais de 70 anos. Esses registros se deram por meio de entrevistas informais, gravadas em suporte audiovisual.

Em uma segunda etapa, foi realizada a oficina de fotografia “Percepção do Olhar”, ministrada pelo fotógrafo e educador social Ricardo Peixoto, com a participação de aproximadamente 40 crianças e jovens da comunidade. Com a finalidade de trabalhar o olhar desse grupo para o local onde moram, essas crianças e jovens receberam e deram informações sobre seus patrimônios, suas memórias e história sobre o lugar onde vivem. Atreladas a sensibilizações educativas, receberam instruções básicas sobre fotografia, ângulo, entre outras técnicas.

Após as sensibilizações, cada criança recebeu uma máquina fotográfica para que captasse livremente o que achava importante na sua comunidade. O resultado foi um rico material fotográfico, retratando o modo de viver do local, as pessoas no seu dia-a-dia, a cheia da maré, o trem e seus trilhos sob diversos ângulos, as casas simples, as festas, as brincadeiras.

A riqueza de detalhes e a diversidade das falas e olhares sobre a comunidade permitiu a composição de um rico acervo audiovisual, que serviu de suporte para a produção de um documentário e uma exposição intitulados “Memórias Ribeirinhas: Porto do Capim”.

 

Com a finalidade de trabalhar o olhar desse grupo para o local onde moram, essas crianças e jovens receberam e deram informações sobre seus patrimônios, suas memórias e história sobre o lugar onde vivem. Atreladas a sensibilizações educativas, receberam instruções básicas sobre fotografia, ângulo, entre outras técnicas. Após as sensibilizações, cada criança recebeu uma máquina fotográfica para que captasse livremente o que achava importante na sua comunidade. O resultado foi um rico material fotográfico, retratando o modo de viver do local, as pessoas no seu dia-a-dia, a cheia da maré, o trem e seus trilhos sob diversos ângulos, as casas simples atualmente habitadas e os casarões abandonados que testemunham outros tempos áureos do local, a festa de Nossa Senhora da Conceição e a procissão pelas águas do rio que leva a imagem até a Ilha da Santa, as brincadeiras de meninos, os barcos, os pescadores, a costura das redes de pesca, o andar turvo do caranguejo de andada. Essas imagens captaram a tecitura dos “fios de vida da história de cada um”, como descreveu Josélia de Almeida Martins (2011, p. 9).

A riqueza de detalhes e a diversidade das falas e olhares sobre a comunidade permitiu a composição de um rico acervo audiovisual, que serviu de suporte para a produção de um documentário e uma exposição intitulados “Memórias Ribeirinhas: Porto do Capim”.